Estádio João Havelange, mais conhecido como Engenhão. |
O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU-RJ), Sydnei Menezes, avaliou ontem (27), em entrevista à "Agência Brasil", que a interdição do Estádio Olímpico João Havelange, conhecido como Engenhão, é resultado da falta da cultura no país de um projeto executivo.
Ele explicou que qualquer obra deve envolver três etapas para sua realização. A primeira se refere à apresentação de um estudo preliminar, de concepção arquitetônica e urbanística. A segunda fase é o projeto básico, contendo algumas especificações. “Mas apenas o projeto básico é insuficiente para a obra”.
Para isso, existe o projeto executivo, que define o quantitativo de material, especificações, detalhamentos do projeto, entre outros elementos. “Eu acho que esse é o problema [falta de um projeto executivo] na questão das obras públicas no Brasil”.
Pontos de ferrugens |
O Brasil, segundo Menezes, tem o hábito de executar obras grandiosas sem um projeto executivo. “É uma prática que precisa ser combatida. A postura do conselho é combater esse absurdo no Brasil”.
Ferrugens na cobertura |
Menezes defendeu que haja concorrência pública para contratar uma empresa que desenvolva o projeto executivo, seguida depois por licitação para a execução das obras públicas. “Como acontece em todo lugar do mundo, menos aqui”.
A chance de erro não é eliminada, mas é reduzida quase a zero, garantiu. ”Porque você tem as especificações detalhadas, os projetos complementares detalhados. Não é só o projeto de arquitetura. É o projeto de arquitetura e os [projetos] complementares”.
(Texto: Portal 2014)
Estádio do Engenhão ainda durante a montagem da cobertura. |
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